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quarta-feira, 26 de maio de 2010

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA de JOSÉ SARAMAGO

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma 'treva branca' que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.'O Ensaio sobre a cegueira' é a fantasia de um autor que nos faz lembrar 'a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam'. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.

CAIM de José Saramago

Em 'Caim', José Saramago se volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor que marcam sua obra. Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. No trajeto, o leitor revisitará episódios bíblicos conhecidos. Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel e primogênito de Adão e Eva, num altivo jegue, e caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na testa e portanto está protegido das iniquidades do homem, resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a quem não reserva o melhor dos julgamentos.

A casa das sete mulheres

A Casa das Sete Mulheres é um romance escrito pela autora gaúcha Letícia Wierzchowski, lançado em abril de 2002. O livro levou à produção de uma minissérie com o mesmo nome, exibida pela Rede Globo no ano seguinte. A minissérie impulsionou suas vendas, que passaram de menos de 13 mil exemplares para mais de 30 mil em apenas três semanas.
O romance tem como personagens sete mulheres que fazem parte da vida do Genneral Bento Gonçalves e que tem como pano de fundo a Revolução Farroupilha. Essas mulheres ficam juntas na Estância da Barra, onde passam por aflições, alegrias e pela guerra, não sem ficar marcas em suas almas. Elas permanecem nesse local até o final da guerra (dez anos) e vão moldando suas histórias, marcadas pela guerra, à espera de seus homens.
A personagem Manuela que é uma personagem marcante dentro da obra A casa das sete mulheres de Letícia Wierzchowski, mostra a força e personalidade de uma mulher, que acaba por retratar todas as outras, dentro de uma época histórica para o Rio Grande do Sul, onde as mulheres tinham de esperar e rezar por seus homens para que voltassem para casa salvos. O ideal de liberdade era também partilhado por elas: mães, noivas, irmãs e filhas que ficaram a espera do retorno dos homens da família.Enquanto eles lutavam na guerra elas tocaram os negócios, cuidaram da família, casa e dos filhos sozinhas. A sociedade da época era patriarcal, onde a maior autoridade era do homem e a mulher ainda não era valorizada como merecia. Então Letícia traz à história gaúcha um ponto de vista bem feminino e marcante. Manuela relata em seus diários o quanto foi interminável a espera e como foi que se apaixonou por um italiano chamado Giuseppe Garibaldi, o qual amou durante a vida inteira.

Luzia-Homem

Luzia-Homem, de Domingos Olímpio

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Análise da obra

Publicado em 1903 e considerado um clássico do gênero Ciclo das Secas, da Literatura Nordestina, Luzia-Homem é um exemplo do Naturalismo regionalista. Marcado pela fala característica dos personagens, Luzia-Homem mantém duas características clássicas do Naturalismo por toda obra: o cientificismo na linguagem do narrador e o determinismo (teoria de que o homem é definido pelo meio). A obra também se vincula ao realismo sertanejo, - que alguns chamam de regionalismo - apresentando com tintas carregadas o flagelo da seca em sua região, ao mesmo tempo que enfoca a força física e moral da sertaneja Luzia, criatura intermediária entre dois sexos, o corpo quase másculo numa alma feminina e que termina assassinada por um soldado quando se dispunha a amar ternamente outro homem.

Temática da obra

A obra tematiza a violência e o sadismo que florescem como literatura naturalista. Há nuances de Romantismo na morosidade da descrição das paisagens, onde a natureza, às vezes, é madrasta principalmente por causa da seca. Explora a duplicidade da personagem principal, ela é bonita, gentil e retirante da seca, mas também tem força descomunal. No romance, Luzia integra um grupo de retirantes, e sua figura forte e personalidade marcante logo atrai a atenção dos homens que disputam o amor da heroína.

Madame Bovary

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (1821-1880), é um clássico da literatura que tem se perpetuado no tempo e se popularizado por meio de edições mais baratas – porém de excelente qualidade gráfica – e em versões pocket book. Uma delas foi traduzida por Enrico Corvisieri e publicada pela LP&M Editores, em 392 páginas.

Quando escreveu este título, em meados da década de 1850, Flaubert sequer imaginava que este livro poderia lhe consagrar enquanto autor. Publicou alguns dos seus textos ainda na juventude – muitos inspirados pelo amor platônico por Elisa Schlesinger, onze anos mais velha e casada – mas com eles não conquistou a notoriedade. Entre suas obras estão Memórias de um Louco (1838), Novembro (1842) e Educação Sentimental (escrita em duas versões: em 1845 e 1869; respectivamente).

De acordo com a biografia do autor, as produções de Flaubert sempre foram motivadas por paixões. Por ser um romântico inveterado, expressava seus próprios sentimentos por meio de seus personagens, não fugindo à regra daqueles que também sofriam do “mal do século”. Extravasava sua subjetividade ao transferir suas expectativas, anseios e dores para histórias apaixonantes.

O mesmo aconteceu com o célebre Madame Bovary. O escritor teria se inspirado no tórrido romance que viveu com Louise Collet, casada e mãe de uma adolescente. Muitos afirmam que esta foi a verdadeira protagonista da história. Flaubert, entretanto, despistou, afirmando naquela época: “Madame Bovary sou eu”. O fato é que tanto Collet quanto Ema Bovary foram mulheres à frente do seu tempo.

Na época em que as mulheres ainda estavam proibidas de expressar sentimentos e desejos, desconheciam a participação política, e eram criadas e educadas para serem apenas esposas, mães e donas-de-casa; Ema Bovary seguiu na contramão. Infeliz no casamento, a protagonista escapou da realidade por meio da leitura de romances açucarados. O enredo – divido em três partes – se desenvolve quando a sonhadora dona-de-casa trai o marido em busca da própria felicidade; inadmissível para os rígidos padrões do século XIX.

Ao mesmo tempo em que projetou Gustave Flaubert, o livro também causou grandes problemas ao autor. Após a publicação de Madame Bovary – cujos trechos considerados mais “picantes” foram censurados – na Revue de Paris, em outubro de 1856, o escritor foi processado pela “imoralidade” da obra. O fato é que o livro foi de encontro à ordem burguesa, às suas convenções sociais e à moral católica. Um ano depois, o autor foi julgado, absolvido e teve a obra publicada na íntegra.

Flaubert dedicou-se ainda à finalização de outras obras, mas não conseguiu disfarçar o tédio e a solidão que sentia. Em 1870, com a eclosão da guerra franco-prussiana, ele ansiou pelo “fim do mundo”, como se este fosse o passaporte para libertá-lo daquela vida melancólica. O fato é que os ataques epiléticos que o acompanhavam desde a juventude se tornaram cada vez mais constantes; seus familiares já estavam mortos e só lhe restara a companhia de uma sobrinha e do romancista Émile Zola. Em 1880, aos 58 anos, Gustave Flaubert faleceu.

De acordo com o escritor italiano Ítalo Calvino em Por que ler os clássicos? (Cia das Letras, 1994), um livro só adquire tal adjetivação quando temos a sensação de que já o conhecemos de tanto ouvirmos a seu respeito, embora se revele inédito quando realizamos nossa própria leitura. Madame Bovary é um desses livros que descortinam horizontes inesperados ao leitor, e nos convidam a uma futura releitura.

O conde de Monte Cristo

O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, é a história de um homem, acusado injustamente de traição (por um homem ciumento, que deseja roubar a sua amada Mercedes). É atirado na prisão por muitos anos. Enquanto na cadeia, Edmond Dantes conheceu um velho Senhor que ensinou tudo o que não sabia sobre os conhecimentos e a ciência e lhe garantiu conhecer a posição de um grande tesouro escondido numa caverna na Ilha de Monte Cristo.

Quando o velho morre, Edmond esconde-se dentro do saco(de colocar corpos), é atirado ao mar e escapa-se. Ele consegue unir-se a uma tripulação (uma vez que ele é marinheiro). Arranja um barco, vai até a ilha de Monte Cristo e consegue achar o tesouro.Ele utiliza a enorme riqueza para transformar-se em uma nova personalidade e vingar-se dos seus inimigos.

É uma história maravilhosa, onde mais uma vez não há final feliz. Se você assistiu o filme de Hollywood, da mesma história, não leve em conta o seu final, porque é completamente diferente do seu clássico original.

Este livro é fantástico. A versão inglesa é boa, mas de nenhum modo pense que o filme retrata bem a história.

Alexandre Dumas é autor, também, de mais de 80 historietas envolvendo Athos, Phortos, Aramis e D'Artagnan, que são comumente agrupadas em três romances, Os Três Mosqueteiros, Vinte Anos Depois e o Homem da Máscara de Ferro (ou originalmente, Le Vicomte de Bragelonne).

Compre o livro, consiga-o numa biblioteca, peça emprestado a um amigo, faça o que puder para conseguir, mas pegue este livro e leia-o!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Linha e nó

A estrada é meu destino
Aquela linha no horizonte me fascina
Aguardo o momento de ver o sol de perto
Ou sentir a lua me tocar.

O céu é o meu lugar
Andar por sobre as nuvens é meu passa-tempo
Olhar a humanidade lá de cima
Tudo o que eu iria precisar.

Sentir o frescor da alvorada
Ouvir o som dos primeiros pássaros a cantar
Subir na torre mais alta
Me sentir livre e gritar.

O menor espaço dentro de mim
Deseja poder estar onde o vento conseguir me levar
Vendo tudo lá do alto
Estar livre pra poder sonhar.

Nos meus sonhos estão
Todos os meus motivos pra ser
Tudo aquilo que desejo desde sempre
São para mim, de modo geral, tão familiar.

Mergulhar tão profundamente
Ser capaz de nadar em meio ao nada
Viver em meio á brisa
Estar onde desejo, podendo até cantar.

Confundir vaga-lumes com estrelas
Ser pouso para borboletas coloridas
Sentir prazer em tudo isso
Se ao meu lado a pessoa certa puder estar.