O CPERS/Sindicato realizou uma pesquisa nas escolas públicas gaúchas que mostra um diagnóstico catastrófico da situação do ensino em nosso Estado. Na abertura do trabalho a direção do sindicato relata que enfrentou muitas dificuldades para realizar a pesquisa, principalmente devido à postura do Governo do Estado que fez de tudo para impedir a pesquisa, até mesmo proibindo através de documento circular, que os educadores respondessem as perguntas ou que permitissem a realização da pesquisa nas escolas. O resultado mostra, realmente, que o governo tinha muito a esconder.
- 60% das escolas não tem Serviço de Orientação Educacional
- 43,5% des escolas que tem ensino noturno não possuem refeitório no período da noite
- 37,8% das esoclas não possuem laboratório de informática
- 60,2% dos entrevistados respoderam que lembram de algum incidente envolvendo a segurança da escola
- 59,4% afirmam que não existe enhum programa ou ação governamental de combate à drogadição na região
- 61,4% dos professores entrevistados estão insatisfeitos com a manutenção recebida pela escola e 66,7% dos diretores tem a mesma opinião.
- 81,6% dos entrevistados consideram insuficiente a verba repassada para cobrir as necessidades da escola
- 53,8% percebe que as consequências da enturmação foram a baixa na qualidade de ensino e o atendimento ao aluno. A totalidade dos professores entrevistados diz que a enturmação prejudica a aprendizagem.
- Embora 69,6% avalie como boa a qualidade da escola, somente 8% entendem que o governo estadual garante condições para que a escola funcione
fonte: http://www.lucianagenro.com.br/2010/05/o-ensino-publico-gaucho-pede-socorro/
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ESTE BLOG VISA TROCAR IDEIAS SOBRE LIVROS, FILMES, TEATRO, ENTRE OUTROS ASSUNTOS CULTURALMENTE INTERESSANTES.
ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM.
OBRIGADA PELA PRESENÇA.
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LIVROS...
INTELIGÊNCIA DO GRANDE ESCRITOR MONTEIRO LOBATO...
terça-feira, 18 de maio de 2010
Livro Divã de Martha Medeiros
O livro de Martha Medeiros fala sobre uma mulher de meia idade que começa a reconstruir sua vida e rever os seus conceitos. Um livro engraçado e reflexivo também. Ele trás as aflições da vida de uma mulher que tem seus filhos crescidos e depois de uma separação tenta reconstruir sua vida fazendo análise e conversando com seu analista, se revela de uma forma encantadora e divertida.
Aqui vai o link para download do livro:
http://books.google.com.br/books?id=DelwXyacrkcC&printsec=frontcover&dq=div%C3%A3+martha+medeiros&source=bl&ots=iidYp7fENM&sig=d6ykKgJuWmPmA7GpSKKdR_xOi5Y&hl=pt-BR&ei=6_byS4jkOYGluAfjkZnbDQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CCUQ6AEwAg#v=onepage&q&f=false
Vale a pena.
Consagrada no sul do país e admirada por intelectuais de gerações diversas, a cronista e poeta gaúcha estréia na ficção
"(...)A cronista deita seu olhar simultaneamente agudo e amável sobre a convivência entre homens e mulheres. Como nascemos uns para os outros, sugerem os textos reunidos neste livro, não seria má idéia remover de vez preconceitos e outras velharias que anulam a possibilidade do efetivo conhecimento recíproco.Geração Bivolt localiza com graça, talento e finíssima ironia, alguns dos caminhos que conduzem a esse conhecimento. E, por isso mesmo, nos deixam mais distantes das cavernas de onde todos viemos. - Augusto Nunes, sobre o livro Geração Bivolt
"(...) A leveza que nunca é só ligeira, a pungência que consola, o sorriso que dói, tudo contribui para a plenitude dessa voz incomum. Suas Poesias Reunidas são leitura imperdível, pra mim compulsiva. Cada leitor há de reagir ao seu modo ante uma autora séria, seríssima, que lhe diz de repente: ‘São tantos os canais do coração/que chegando em Veneza fiquei nua...’, mas há de convir que, se a arte de congregar alusões faz a força do poeta, este (ou esta?) tem muito muque(..)" - Bruno Tolentino, revista Bravo, sobre Poesia Reunida
"(...) gosto demais do que a Martha escreve:toca em sentimentos sem ser sentimentalóide, é bem-humorada sem ser superficial, é irônica sem ser maldosa(...)" - Lya Luft
"(...)O sucesso que Martha Medeiros faz como cronista trazia o risco de ela esquecer que também é uma grande poeta. Mas não foi preciso fazer ameaças, organizar passeatas, nada disso. Ela mesma se encarregou de voltar à poesia com o lançamento de Cartas Extraviadas e Outros Poemas, que entre outras coisas diz: ‘aceito flores, beijos e anéis/a contragosto e em último caso, motéis/mas não me venha com suíte/que romantismo tem limite’." - Luis Fernando Verissimo
"Brincando, brincando, o que Martha mais faz é poesia de amor. Tem mais ainda — é absolutamente compreensível, sobretudo pra quem compreende." - Millôr Fernandes
DIVÃ - Uma novela irônica, bem-humorada e sagaz sobre uma mulher que aos 40 anos decide fazer análise
Cronista consagrada no sul do país, admirada por intelectuais e poetas, Martha Medeiros, que já vendeu 50 mil livros, combina irreverência e lirismo em textos curtos e contemporâneos. Autora de 11 livros, a autora faz sua estréia na ficção com DIVÃ. .
Na verdade, o mundo inventado por sua protagonista é abertamente inspirado na realidade que ela captura em suas deliciosas crônicas. DIVÃ conta a história de Mercedes — uma mulher com mais de 40, casada, filhos — que resolve fazer análise. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar num ato de libertação; poético, divertido, devastador. Marinheira de primeira viagem em terapia, a personagem encara o consultório como se fosse uma espécie de alfândega que vai dar o visto para ela passar para o lado mais oculto de sua personalidade.
Ao deitar-se no divã, Mercedes não hesita em alertar o terapeuta: "Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna delicada. Acho que sou promíscua, doutor Lopes. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também. Prepare-se para uma terapia de grupo."
Dona de um texto simples e brilhante, Martha nos seduz com uma narrativa envolvente e catalizadora. O leitor que a princípio se transforma numa espécie de voyeur, é levado por espiral de acontecimentos reveladores. Ao final da leitura se vê cúmplice das loucuras, conflitos e questões existenciais da personagem, e se dá conta que ele também, em vários momentos, estava deitado em seu próprio divã.
Mercedes é uma mulher que se parece um pouco com qualquer mulher. Divertida, pragmática, inteligente e sim, por que não? superfeminina. É do tipo corajosa, daquelas que não têm medo de nada. Capaz de administrar bem a casa, os filhos, o marido e até mesmo seus ataques de vaidade. Ela nos parece muito segura de si, daquelas que possuem controle sobre tudo. Será?
Ao se deitar naquele divã, Mercedes se dá conta de suas armadilhas cotidianas. Ao entrar neste jogo catártico, ela nos confidencia que a liberdade é atraente quando nos parece uma promessa, mas pode nos enlouquecer quando se cumpre.
Autora gaúcha, com 11 títulos publicados, Martha Medeiros já vendeu mais de 50 mil livros. Entre eles se destacam: Strip-tease, poemas; Meia-Noite e Um Quarto,poemas; Geração Bivolt, crônicas; Topless, crônicas (Prêmio Açorianos de Literatura); Trem-Bala, crônicas e Non-Stop, crônicas do cotidiano.
Aqui vai o link para download do livro:
http://books.google.com.br/books?id=DelwXyacrkcC&printsec=frontcover&dq=div%C3%A3+martha+medeiros&source=bl&ots=iidYp7fENM&sig=d6ykKgJuWmPmA7GpSKKdR_xOi5Y&hl=pt-BR&ei=6_byS4jkOYGluAfjkZnbDQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CCUQ6AEwAg#v=onepage&q&f=false
Vale a pena.
Consagrada no sul do país e admirada por intelectuais de gerações diversas, a cronista e poeta gaúcha estréia na ficção
"(...)A cronista deita seu olhar simultaneamente agudo e amável sobre a convivência entre homens e mulheres. Como nascemos uns para os outros, sugerem os textos reunidos neste livro, não seria má idéia remover de vez preconceitos e outras velharias que anulam a possibilidade do efetivo conhecimento recíproco.Geração Bivolt localiza com graça, talento e finíssima ironia, alguns dos caminhos que conduzem a esse conhecimento. E, por isso mesmo, nos deixam mais distantes das cavernas de onde todos viemos. - Augusto Nunes, sobre o livro Geração Bivolt
"(...) A leveza que nunca é só ligeira, a pungência que consola, o sorriso que dói, tudo contribui para a plenitude dessa voz incomum. Suas Poesias Reunidas são leitura imperdível, pra mim compulsiva. Cada leitor há de reagir ao seu modo ante uma autora séria, seríssima, que lhe diz de repente: ‘São tantos os canais do coração/que chegando em Veneza fiquei nua...’, mas há de convir que, se a arte de congregar alusões faz a força do poeta, este (ou esta?) tem muito muque(..)" - Bruno Tolentino, revista Bravo, sobre Poesia Reunida
"(...) gosto demais do que a Martha escreve:toca em sentimentos sem ser sentimentalóide, é bem-humorada sem ser superficial, é irônica sem ser maldosa(...)" - Lya Luft
"(...)O sucesso que Martha Medeiros faz como cronista trazia o risco de ela esquecer que também é uma grande poeta. Mas não foi preciso fazer ameaças, organizar passeatas, nada disso. Ela mesma se encarregou de voltar à poesia com o lançamento de Cartas Extraviadas e Outros Poemas, que entre outras coisas diz: ‘aceito flores, beijos e anéis/a contragosto e em último caso, motéis/mas não me venha com suíte/que romantismo tem limite’." - Luis Fernando Verissimo
"Brincando, brincando, o que Martha mais faz é poesia de amor. Tem mais ainda — é absolutamente compreensível, sobretudo pra quem compreende." - Millôr Fernandes
DIVÃ - Uma novela irônica, bem-humorada e sagaz sobre uma mulher que aos 40 anos decide fazer análise
Cronista consagrada no sul do país, admirada por intelectuais e poetas, Martha Medeiros, que já vendeu 50 mil livros, combina irreverência e lirismo em textos curtos e contemporâneos. Autora de 11 livros, a autora faz sua estréia na ficção com DIVÃ. .
Na verdade, o mundo inventado por sua protagonista é abertamente inspirado na realidade que ela captura em suas deliciosas crônicas. DIVÃ conta a história de Mercedes — uma mulher com mais de 40, casada, filhos — que resolve fazer análise. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar num ato de libertação; poético, divertido, devastador. Marinheira de primeira viagem em terapia, a personagem encara o consultório como se fosse uma espécie de alfândega que vai dar o visto para ela passar para o lado mais oculto de sua personalidade.
Ao deitar-se no divã, Mercedes não hesita em alertar o terapeuta: "Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna delicada. Acho que sou promíscua, doutor Lopes. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também. Prepare-se para uma terapia de grupo."
Dona de um texto simples e brilhante, Martha nos seduz com uma narrativa envolvente e catalizadora. O leitor que a princípio se transforma numa espécie de voyeur, é levado por espiral de acontecimentos reveladores. Ao final da leitura se vê cúmplice das loucuras, conflitos e questões existenciais da personagem, e se dá conta que ele também, em vários momentos, estava deitado em seu próprio divã.
Mercedes é uma mulher que se parece um pouco com qualquer mulher. Divertida, pragmática, inteligente e sim, por que não? superfeminina. É do tipo corajosa, daquelas que não têm medo de nada. Capaz de administrar bem a casa, os filhos, o marido e até mesmo seus ataques de vaidade. Ela nos parece muito segura de si, daquelas que possuem controle sobre tudo. Será?
Ao se deitar naquele divã, Mercedes se dá conta de suas armadilhas cotidianas. Ao entrar neste jogo catártico, ela nos confidencia que a liberdade é atraente quando nos parece uma promessa, mas pode nos enlouquecer quando se cumpre.
Autora gaúcha, com 11 títulos publicados, Martha Medeiros já vendeu mais de 50 mil livros. Entre eles se destacam: Strip-tease, poemas; Meia-Noite e Um Quarto,poemas; Geração Bivolt, crônicas; Topless, crônicas (Prêmio Açorianos de Literatura); Trem-Bala, crônicas e Non-Stop, crônicas do cotidiano.
ACESSE ESSE BLOG, MUITO INTERESSANTE AS REFLEXÕES:
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BOA LEITURA GALERA!!!!!
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terça-feira, 11 de maio de 2010
MEU CONTO DE FADAS CONTEMPORÂNEO - PARTE 1
Era uma vez... claro, um conto de fadas mesmo que seja moderno, tem que começar com um “era uma vez” então, continuando... era uma vez uma princesa que não era nem adulta, nem criança, de um reino nada distante apenas à direita da ponte que resolveu se informatizar. Ganhou um curso de informática de um bobo da corte e resolveu cursá-lo no turno inverso ao que tinha suas aulas. A princesa sempre almoçava quase que de pé para pegar a carruagem coletiva que levava os nobres até seus destinos.
Em um lugar chamado Perfeitura, onde nada, absolutamente nada era perfeito, a princesa resolveu que queria aprender a lidar com a máquina revolucionária, que faria duas pessoas nos extremos da Terra estarem bem próximas, quase que frente a frente. Essa integrante da nobreza era mesmo muito curiosa, quando chegou na sala das máquinas, teve um choque. Ela imaginou quem seriam gigantescas e se espantou quando viu que elas não eram tão grandes assim, na verdade eram bem pequenas e não cabia nenhuma pessoa ali dentro.
Vários outros integrantes do reino e de outros reinos se faziam ali presentes para conhecerem a maravilhosa máquina e saber como ela funcionava.
Nossa princesa coitada estava apaixonada por um sapo, como todo sapo era bom de lábia ele dizia para a princesa que se ela o beijasse, ele viraria um príncipe. Acontece que depois de beijá-lo várias vezes ela começou a desconfiar que havia algo de errado nessa história. Mas era um sapo tão encantador, loiro e de olhos castanhos que a princesa começava achar que eram seus beijos que não faziam o efeito esperado. Só que a pobrezinha precisava de óculos, coisa que sempre detestou usar e quando saiu da infância se negou terminantemente a colocar de novo.
No curso da princesa estavam mestres, bobos, princesas, sapos aos montes e um príncipe, que ninguém levava muito a sério, mas era um príncipe. Ele era muito engraçado e seu passatempo favorito era fazer a princesa passar vergonha, ele ria cada vez que ela ficava ruborizada. Ele queria ver sim a tal máquina maravilhosa, mas ele gostava mesmo era da hora do lanche apesar de ser bem magrinho.
A princesa era muito tímida e sentava bem na frente para prestar mais a atenção, ela não era tão bonita quanto algumas beldades, mas era muito inteligente e esforçada. Ela pensou que o príncipe ela mais um daqueles sapos que só existiam para incomodar, ela nunca soube diferenciá-los, era como saber o sexo dos gatos quando filhotinhos: quase impossível.
Em um lugar chamado Perfeitura, onde nada, absolutamente nada era perfeito, a princesa resolveu que queria aprender a lidar com a máquina revolucionária, que faria duas pessoas nos extremos da Terra estarem bem próximas, quase que frente a frente. Essa integrante da nobreza era mesmo muito curiosa, quando chegou na sala das máquinas, teve um choque. Ela imaginou quem seriam gigantescas e se espantou quando viu que elas não eram tão grandes assim, na verdade eram bem pequenas e não cabia nenhuma pessoa ali dentro.
Vários outros integrantes do reino e de outros reinos se faziam ali presentes para conhecerem a maravilhosa máquina e saber como ela funcionava.
Nossa princesa coitada estava apaixonada por um sapo, como todo sapo era bom de lábia ele dizia para a princesa que se ela o beijasse, ele viraria um príncipe. Acontece que depois de beijá-lo várias vezes ela começou a desconfiar que havia algo de errado nessa história. Mas era um sapo tão encantador, loiro e de olhos castanhos que a princesa começava achar que eram seus beijos que não faziam o efeito esperado. Só que a pobrezinha precisava de óculos, coisa que sempre detestou usar e quando saiu da infância se negou terminantemente a colocar de novo.
No curso da princesa estavam mestres, bobos, princesas, sapos aos montes e um príncipe, que ninguém levava muito a sério, mas era um príncipe. Ele era muito engraçado e seu passatempo favorito era fazer a princesa passar vergonha, ele ria cada vez que ela ficava ruborizada. Ele queria ver sim a tal máquina maravilhosa, mas ele gostava mesmo era da hora do lanche apesar de ser bem magrinho.
A princesa era muito tímida e sentava bem na frente para prestar mais a atenção, ela não era tão bonita quanto algumas beldades, mas era muito inteligente e esforçada. Ela pensou que o príncipe ela mais um daqueles sapos que só existiam para incomodar, ela nunca soube diferenciá-los, era como saber o sexo dos gatos quando filhotinhos: quase impossível.
Espelho Taís ( por HERYK SLAWSKI)
Espelho Taís
Heryk Slawski
Desculpe Machado de Assis, mas continuarei com seus versos mais tarde. Ficarei a ouvir o balanço trêmulo deste ônibus pela estrada do conde em plena neblina. Não se enxerga dois carros à frente e o frio vai se estancando com estas minhas palavras borradas em linhas. Mas algo me chamou a atenção, algo melhor que neblinas e casos de Assis. Pelo espelho atrás do motorista repousa uma moça que conheci em certas reuniões. Sua face mostra uma plenitude onde fiquei algum momento paralisado olhando para sua figura. O frio deixa um clima mais agradável e ela repousa como se estivesse em casa.
Ah menina Taís: Exemplar de riqueza num corpo de jovem.
Ah menina Taís: Perdi mais alguns minutos lhe admirando.
Ah menina Taís: Descanse, pois logo parada vai chegar. Quem sabe não te acordarei e receberei um obrigado.
Descanse enquanto te observo pelo espelho.
Heryk Slawski
Desculpe Machado de Assis, mas continuarei com seus versos mais tarde. Ficarei a ouvir o balanço trêmulo deste ônibus pela estrada do conde em plena neblina. Não se enxerga dois carros à frente e o frio vai se estancando com estas minhas palavras borradas em linhas. Mas algo me chamou a atenção, algo melhor que neblinas e casos de Assis. Pelo espelho atrás do motorista repousa uma moça que conheci em certas reuniões. Sua face mostra uma plenitude onde fiquei algum momento paralisado olhando para sua figura. O frio deixa um clima mais agradável e ela repousa como se estivesse em casa.
Ah menina Taís: Exemplar de riqueza num corpo de jovem.
Ah menina Taís: Perdi mais alguns minutos lhe admirando.
Ah menina Taís: Descanse, pois logo parada vai chegar. Quem sabe não te acordarei e receberei um obrigado.
Descanse enquanto te observo pelo espelho.
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